Fibra óptica ganha Nobel da Fisica 2009 e adeptos em Portugal

11 10 2009

A fibra óptica não tem limites nem esperança de vida. Hologramas a três dimensões são o próximo passo.

Costuma-se dizer que o céu é o limite, mas no caso da fibra óptica nem o céu lhe mete medo. No dia em que os filamentos de vidro, mais finos do que um cabelo e com capacidade para transmitir luz, atingirem a potencia máxima, ninguém terá tempo para respirar: um filme de duas horas demorará 250 milésimos de segundo a fazer ‘download’ e uma música apenas três milésimos de segundo.

Com tanta potencialidade, diz-se que a fibra óptica desceu à terra para ficar este século e o próximo. Ontem, os cientistas Charles Kao, Willard Boyle e George Smith ganharam o Prémio Nobel da Física devido ao trabalho de investigação na área da fibra óptica e dos semicondutores. O júri considerou os três galardoados como “os mestres da luz”. A definição assenta como uma cereja no topo do bolo. Com a fibra óptica, os bits vão um dia circular à velocidade da luz. Mas para que os ‘downloads’ sejam mais rápidos do que um suspiro ainda é preciso esperar algum tempo. Neste momento, a velocidade máxima da Internet de banda larga é de 100 megabits. Dentro de três anos, as velocidades serão cem vezes mais rápidas (dez ‘gigabits’ por segundo) e, na próxima década, atingiremos os 60 ‘gigabits’ por segundo. “Os limites são extraordinariamente acima destas velocidades. Vamos chegar aos ‘terabits’ por segundo”, explica Miguel Caldas, responsável pela tecnologia da Microsoft Portugal.